segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ai, cara pálida, eu não sei não onde vamos parar. As mudanças são rapidinhas demais para a minha cabecinha sonhadora! Bom, tu lembras do surto que tive só ao ler Deleuze e Guattari, né? Essa coisa de "caosmose" me incomodou pacas... Na verdade, eu não quero controlar nada, só quero olhar para as coisas, para as pessoas e não me desesperar por ver que elas não querem saber do que realmente importa. Elas querem viver em um reality show. Imaginas?! Não dá nem para dizer que vivem no mundo do Carroll...
Bom, uma otimista e uma pessimista se correspondendo é um maniqueísmo e tanto! Isso que eu sou a sagitariana, hein? Hoje não quero pensar no modo que vou achar para "me adaptar ao sistema", ele está tão introjetado em mim que nem vale a pena. O que vale é fazer pensar no interior dele, já que não posso sair. Voilá, eu sou o sistema, mas eu gostaria muito de estar na condição de "marginal", to-tal-men-te deslocada. É assim que me sinto. Na desordem. Não tenho a ilusão de que exista alguma ordem possível.
Movimentos? Chega, já estou ficando tonta! Brincadeirinha. Mas eu prefiro trocar "movimento" por "deslocamento". Lembras das aulas de Pragmática? Adequabilidade e aceitabilidade? Bem, eu preferiria inadequabilidade e inaceitabilidade!
Tá, tudo bem, eu sei que não dá, que vão me colocar numa jaula e me expor em um circo de quinta! Apesar de pensar todas essas coisas, até que eu finjo bem que sou uma "sistemática", não é? Cumpro horários, dou aulinhas bem engraçadinhas, sou uma mimosa até. Engano bem, eu diria, apesar das olheiras. mas, para alguns, a ficha cai. Mamãe disse: minha filhinha, para que discutir com teus irmãos sobre machismos e feminismos? Eu só queria que tu fosses normal. Anormal: conceito de Foucault, maior elogio que recebi. E veio de minha mãe, que nem sabe quem é Foucault.
Amanhã vou providenciar um terreno para a Tenda Multifacetada e Heteróclita. Tá de pé ainda o nosso negócio hippie com a M.? Se é para viver de compra e venda, sejamos negociantes "Woodstock".
Boa noite, margarida, amanhã trazes um chá para mim, por favor, querida? Hehe, dá-lhe Vergueiro!
Cafuné, jana

2 comentários:

augusto disse...

Queridas (In)completas...
faço agora manifestações de vazios:
depois de uma tempestade de bananas, vcs sabem a que me refiro, quero sentar ao sol que brilha lá fora e descascar uma por uma... estou prestes a sair do labirinto... mas quero voltar àquele que nos energiza para continuarmos a parte... viva ao obscuro e claro dos nossos sentidos! músicas, danças e exercícios para provas fizeram, a pouco, parte do meu contexto com a magnífica (In)completa jana... ai que saco esses parênteses! Agora, antes de voltar ao duro e encantador ofício a que me foi atribuído nessa existência, vou sentir a energia radiante do astro rei... preciso! tenho que "respirar"!!! Desejo a vcs um dia liberto do "a par" e carregado de subjetivações transformadoras, pois já que não podemos reverter o que está posto, ao menos nos revertemos!
amo vcs... obrigado, mais uma vez, pela presença das duas na minha vida... quero minha imagem aqui... ainda não consegui! por enquanto, me apresento da amneira mais digna e fascinante... através das palavras! "escrevendo, SOU"... e viva a minha musa Clarice Lispector!
Um poeminha...

A dor
Durmo e acordo em estado de latência...
A cidade permanece,as pessoas continuam...
Quando sinto que supero...
Já dormi e tive que acordar denovo!
augusto lispector
E viva aos paradoxos!

janaina brum disse...

"Ai, não me gira que eu tenho labirintite!" De tanta Terça Insana na veia, estamos ficando insanos! Que maravilha! Siga assim, amigo labiríntico!
Te amo também!
Beijo no cuore