segunda-feira, 26 de abril de 2010

cara pintada!

Teus escritos me deixaram em extrema angústia. Não pelo fato de discordar ou concordar, mas pelo fato de que talvez nos falte espaço para refletir sobre isso. Se bem que agora temos um espaço.
Bem, também fiquei pensando sobre as nossas discussões políticas de ontem: se não temos força para modificar um sistema, como fazer para adaptar-se? Alguém saberia responder este questionamento?
Acredito que não, Jana. Um sistema nunca agradou a todos. E nunca agradará. Isso me parece ótimo: sinal de que mudanças acontecerão. E mais e mais e mais. E mais máscaras! (ou seriam manteigas para suavizar o árido?) Uma pena que o marginal, que tanto atrai ou agrada, tenha lugares reduzidos. Pode ser atraente, interessante... mas são poucos que o acompanham. Talvez seja para poucos e raros. Pelo simples fato de que aquilo que não está na ordem é desordem; infelizmente não existe um meio termo. Seria um maniqueísmo disfarçado? E mesmo que seja nunca será dito. E isso não importa, pois já está dito. E ponto final.
E assim seguimos nos movimentos: com máscaras, sem máscaras, concordando e discordando. Num dia sendo aplaudida, no outro envenenada. Mas seguimos nos movimentos. E o importante é movimentar idéias e bandeiras. Se hoje ela é rechaçada, amanhã poderá ser ovacionada. Sendo capitalista, sendo socialista... mas SENDO!
Já pensou se ficássemos cegas? A famosa cegueira branca de Saramago? O que faríamos? Seríamos mais humanas? Vejo que hoje falta um pouco de humanidade na humanidade. Mas isso é outro capítulo...
E visualizo muito bem a expulsão: muitas vezes a convenção é extremamente contraditória. Intensamente. E quanto a isso, sinceramente, eu não sei o que fazer. Talvez possa dizer algo. Mas fazer é mais complicado. Aparelhos ideológicos...
Buenas e me espalho. Escandalosamente em adaptação. Em construção e desconstrução.
E com o eterno complexo do elogio.
Por favor, manteigas!

Beijocas,
Margarida!

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