domingo, 25 de abril de 2010

Jana, amada,

gostaria e muito de poder responder à altura as tuas palavras tão lindas... mas talvez seja impossível responder aos teus afetos tão sinceros e tão dedicados. Então pensei: não quero responder, vou co-responder! Afinal de contas, uma amizade tão legal como a tua é rara!! A menina engraçada que entrou na sala errada (e me fez rir baixinho) era a mesma que ficava quietinha teclando e teclando e teclando. E aos poucos fomos nos aproximando, trocando conversas, confidências, risadas, gargalhadas, fraquezas e as famosas teorias esquizofrênicas. Tão menina e tão madura!
Mistura de carinho de irmã caçula com rigidez materna. Sempre presente: seja no real, seja no virtual. Seja no trabalho, seja no bar! Companheira pra cara...! Muito embora ela odeie o meu "muito embora". Mas que culpa tenho se as oposições, concessões e condições que a vida (ou a sociedade?!) apresenta sejam sempre intensas! Desculpa, jana, mas a mim me parece fundamental o uso desse intensificador. Muito embora ele não agrade. Muito embora ela pareça pedante. Muito embora ele não faça sentido nas vinte e quatro horas dos nossos dias... E muito embora sejas extremamente importante para mim!
E com o tempo nossas conversas foram amadurecendo. Muito embora sejamos tão distintas! E é muito bom sermos diferentes: eu cresço, tu cresces, nós crescemos! E assim nos alimentamos ao passar dos dias. E assim nos divertimos ao passar destas horas tão responsáveis em que temos a responsabilidade de viver! Em que muitas vezes vivemos verborragicamente para distrair um pouco as ideias.
Ideias loucas de tão lúcidas que são. E que tanto me confundem (afinal, aquele excesso de lucidez me cansa!). Talvez eu tenha um excesso de romantismo na forma como eu vejo o mundo... e que mesmo assim se mescla com a lucidez... Isso quando o capitalismo me chama para a realidade! Sim, não há capitalismo que suporte tanto romantismo! Mas, calma, porque no meio disso tudo sempre tem um anarquista desiludido querendo traçar significâncias para aquilo que não entende e não suporta devido à sua fraqueza.
E agora, Preta (roubado da amiga G.), ficou confuso? Relaxa, a realidade é confusa. E talvez seja exatamente por isso que a vida nos tenha aproximado: para rirmos, conversarmos e brindarmos com todos os alcoólicos do mundo os fatos que nos são apresentados. Os labirintos dos quais já saímos. As equações infindáveis que conseguimos solucionar.
E sempre cada uma, à sua maneira. E sempre com as borboletas amarelas a nos espreitar!

Carinhosamente, lu.

4 comentários:

Anne disse...

Muito embora a realidade seja confusa (rsrsrs), é muito da boa SE intercortada de romantismo e sonhos...

Saudades docês duas :-)
Beijão
Anne

janaina brum disse...

Anne, amada, que bom apareceres por aqui para conferir nosso novo projeto!
Já no Brasil!
Beijo, saudade

luciene santos disse...

Anne!!

Quanta honra ter teus escritos aqui!

Espero que nossas palavras te agradem!! Muito embora seja muito chato viver sem comunicação (rsrs)

Beijos gigantes de saudades!

Zisco disse...

Só acho que temos que buscar onde e como aproveitar a manteiga nesse negócio todo.