sexta-feira, 28 de maio de 2010

Janajanajanajana ...

E não o Que É "Quizá" está se fazendo presente?! Pouco temos nos visto nos últimos dias. Tudo Bem Que tenha Sido empregado De maneira equivocada, Mas parece Que ESTÁ SE Fazendo prevalecer! Coisas da Vida ...
Hoje vi Uma borboleta amarela e Pensei: voa, amiga, voa Para os Arredores de Minha Amiga! - Meu Desejo Que Sera Foi realizado?
03:35 São Ágora e Fugiu Meu sono. Talvez Seja ansiedade Pelas trabalhística Exigências da Vida "e academística" Mesmo malandragem OU ... saber Eu Vou! MIM Então, DEPOIS DE minutos deitada ali Ao lado, Pensei: se Faz Sobre escrever urgente como urgências e como Exigências - Palavras Que Nesta Semana Tão se fizeram 'n impositivas. Contrariando orientacoes como médicas (FICA Longe do Computador, escreva Não e blablabla), sentei corresponder parág.
E enquanto organizo minhas Idéias sem rádio toca uma música "Além da Máscara", Engenheiros do Hawai. E a tal coincidência Tomando Conta do Ambiente (rsrsr).
Devido Às dores, me vi obrigada Ficar deitada um e mimada Durante a Semana. Sem Grandes Esforços e Acompanha Que controlando ESSA "hiperatividade" e me Que me Faz desrespeitar Os limites do Corpo Meu. Então, aproveitei par refletir! Ai, Senhor dos Desgarrados Deus, Quanto Detalhe estava perdido Meu Caminho não ... e resolveram se mostrar Todos Nesta Semana! Avalanche de Informação!
É fofura, tiva de núm Ficar Repouso Forcado parágrafo Coisas Várias rever. E Pensar naquilo Tudo Que Não Corresponde Exigências como minhas, POIs correspondendo Vou enquanto como Outras das minhas esqueço. Prioridades Das minhas, das minhas vontades, anseios dos Meus ... Talvez tenhamos conversado Nunca Sobre isso PORQUE Talvez tenhas esquecido das Tuas Também. Loucura, não?!
E Talvez eu esteja filosófica demais Exatamente Por Não lembrar delas MAIS. Mas tudo bem, acompanhada de leituras ALGUMAS (não adianta, uma Pessoa Não consegue obedecer, rsrsrs) e Vários companheiros e Televisão e coversas com risadas e mamis e mana Amigos e amigas e, lembrei da Idéia das ovelhas!
Será Que Poderíamos ter ovelhas nd Tenda multifacetada e Heteróclita? Ah, Poético Tão séria!
E enquanto enfrentas Momento pré-concurso, enfrento monografia Momento. E essas Exigências desgastam Urgentes, evidente é. E Hoje Não conseguindo Separar o joio do trigo, recebi uma frase seguinte: "desiste OU Entrega-te". E lembrei do "paulatinamente impactante" da Grazi. E vi Tanta Verdade e Tanta Intensidade Nesta frase Que decidi adota-la NAS Decisões da Vida. E eu me entregar Decido. Ai, Jana, Quer saber: fechei o olho, Tapei o Nariz e me joguei! Realmente, parágrafo Várias Situações da Vida O meio termo Não Precisa Existir. E o motivo é:

"Num piscar de Olhos
Tudo se transforma
tá vendo? Já Passou "(Engenheiros).


Janabanana, preferiria Uma ressaca de vinho não ter refletido Que tanto. Semana Caio F., certeza Toda com: tensa, densa e Intensa ...

piscadinhas e torcidas de Nariz,
loulou.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

loulou,
ando preocupada... não tenho visto borboletas amarelas - meus eternos sinais de boas novas... a G. me alertou para o fato de borboletas estarem escassas no mercado, já que começa (começamos?) a "invernar". Mas, no ano passado, em maio, me lembro de ter visto borboletas bem amarelinhas, pressupondo o inverno bom que eu teria, apesar de todo o frio. Talvez seja só o inverno chegando, talvez sejam realmente os últimos acontecimentos que eu classificaria, sem medo de parecer pessimista, de más novas.
Tenho tornado tudo isso ficção. Aliás, já é uma fixação. Parece que as dores doem menos assim. Mas também me sinto cruel e egoísta (narcisista?). Quanto mais penso já ter sido iniciada no mundo dos adultos, mais rituais de iniciação se apresentam a mim, sem eu ter escolha... ando enfrentando "coisas"... dói, mas prefiro pensar nisso tudo como um crescimento pessoal, um amadurecimento, sei lá.
Ando lendo coisas novas: Campos de Carvalho. Como passei tanto tempo vivendo ser ler esse cara? Ele escreveu obras que eu - pretensiosa como sempre - queria ter escrito! A Chuva Imóvel é imperdível. E O púcaro búlgaro? Nossa, Lú, tens que ler! Surrealismo puro! Escondo-me dentro dos livros sem impasses. É melhor assim.
Mas que coisa boa é ter amigos. Houve um tempo em que as pessoas sumiam quando a coisa ficava preta para o meu lado. Agora não, muito pelo contrário, elas ligam mais, querem saber como eu estou... isso me deixa esperançosa! As borboletas vão voltar, certamente.
A semana que vem será árdua... é estranho ter que esperar uma banca decidir minha vida sem nem eu mesma saber o que quero para ela... ironias, ironias...
Mas no meio de tantas coisas estranhas, de tantas iniciações ao mundo adulto, eu tive um final de semana muito bom! Família, família, afetos, afetos, irmãos, sobrinho, pai e mãe, vinho chileno, essas coisas, o que me deixou forte para enfrentar a semana, os hospitais da semana, os estudos frenéticos da semana, as decisões importantes da semana, a semana, a semana...
Conheci uma pessoa muito interessante! Acho que pode me ensinar alguma coisa para minha vidinha - digamos que a vida pressuponha aprendizagens. O nome dela é Esmeralda. Olha como foi: Janaina enlouquecida na rodoviária, almoça no primeiro buraco que vê e ouve atrás de si comentários otimistas sobre a vida, louvores a livros e a línguas estrangeiras, vira-se, obviamente, e sorri para a pessoa que fala, pensando: bem que poderia viajar no mesmo ônibus, ao meu lado, para que eu possa esquecer as tensões e os traumas. Dito e feito: enorme coincidência! Conversamos um bom tempo. despedimo-nos e fiquei com remorsos de não ter trocado telefones... no outro dia, caminho inverso, quem estava novamente no ônibus? Esmeralda! Eis que trocamos telefones! Acho que ela já trilhou alguns caminhos que estou por trilhar. Coincidência gigantesca! E as pessoas seguem aparecendo não por acaso na minha vidinha! Que coisa mais esotérica (mística?)!
De repente, não quero que o futuro chegue: quero ficar por aqui, no presente. Quem sabe? Sempre fui Alice, Polyana, Polaróide... posso continuar, não é? Não custa nada. Pronto! Passe de mágica: facinho, facinho, as instruções estão todas no manual (eu e os manuais!), a partir deste momento, 02h48 minutos, estou parada, estanque, estancada no tempo: eu e meus afetos, quero que durem um eterno tempo presente (talvez isso soe católico, mas não quero redenções, só curtir tudo que há agora, me embeber do mundo!
Flor, desculpa as minhas desordens, tá?
Cafuné,
jana

terça-feira, 11 de maio de 2010

Amiga querida (e quiçá distante),

companheira de trabalho e devaneios! Já passou das 22h e aqui sentei para escrever algumas linhas... está passando cada vez mais rápido! Parece que foi ontem que me mandaste a última carta. Perdoname, não é desleixo com a nossa escrita, mas cansaço mesmo.

Tu com todos os teus projetos (e eu com os meus) que nem para um café básico o relógio tem sido nosso amigo! Injustiçadas pelo tempo! E desestabilizadas pelas leituras: caos! Caos! Caos! Se bem que me parece que aquela nuvem negra que andava sobre as cabeças tenha sido levada pelo amigo vento (pelo menos é o que me parece). Ando mais leve, mais risonha e mais confiante no futuro (seja ele próximo ou distante); afinal, se não confiarmos nisso, no que confiaremos? Assim só nos restarão as tais ovelhas (que para Caio F. simbolizavam o lado mais humano do ser humano, mas isso é outro capítulo)!

Neste momento um vento gélido invade o meu quarto enquanto escrevo e tomo meu vinho para manter-me mais tranquila e aquecida depois de um dia bem cansativo. Cansativo e produtivo: me sinto viva fazendo o que faço – nascemos narcisistas, coisa boa... e com o tempo aprendemos a perceber o outro. Ou a analisar o outro? (pensei na AD ao escrever isso, a tua eterna paixão). Mas a mim me basta aceitar o outro (com ou sem borboletas amarelas).
E agora Fito se faz presente ‘en mi habitación’ cantando “Tiempo al tiempo”; e enquanto ele canta eu penso: não adianta, Jana querida, as coisas nunca acontecem no tempo que queremos. E para isso temos de dar tempo ao próprio tempo.
É, sei que é complicadíssimo controlar a ansiedade neste momento de tensão pelo qual estás passando, mas respira! Enquanto houver borboleta amarela, haverá uma luz que continuará a brilhar! E assim seguimos acreditando e muito nisso que já foi dito.

E ninguém disse que viver seria fácil, mas com toda certeza foi prometido que sempre valerá (e muito) cada instante!

Cócegas cócegas da loulou.

terça-feira, 4 de maio de 2010

loulou,

faz-se realmente urgente, senão a gente explode, não é?

A propósito, achei uma coisa muito interessante na tua "epígrafe" à última carta: o outro país está, ao menos linguisticamente, definido... e, no entanto, quem sabe qual é esse país? Achei ótimo.

Sem propósito, essa rede me encanta. Tá tudo tão embaralhado na minha cabeça, margarida. Sabes? Borboletas amarelas, cartas de Caio F., cartas nossas, projetos de doutorado, concursos, aulas, materiais didáticos e essa coisa da escrita que não me deixa mais, nunca, em sequer um momento ínfimo, em paz. E essa rede, que é nossa e da nossa imaginação, que é das pessoas em torno e das pessoas que lemos, que admiramos, está me determinando. Não sei, é coincidência demais para eu não me tornar mística, entendes?

A verdade é que a escrita tem grande parte nisso tudo.
Ando lendo coisas desestabilizantes. É por que parece muito comigo. E a gente se assusta, não é assim? Pois é, até as minhas borboletas amarelas andam aparecendo na boca de tantas pessoas. E elas falaram nisso antes de mim e eu nem sabia. Será que é senso comum falar de borboletas amarelas? Ando com muito medo de plágio. Descobri uns versos da Ana C. embretados nos meus. Ai, o tal de interdiscurso. A AD me pirou um pouquinho, sabias? A diferença entre plágio e interdiscurso é só a minha intenção – que, diga-se de passagem, não existe segundo a teoria – e isso jamais alguém vai conseguir descobrir.

O meu blog particular fez três anos e anda particularmente compulsivo (sim, ele tem vida própria). E anda achando que citando as fontes se isenta do plágio. Não sei não, tenho que dar uma olhada na legislação. Um projeto de doutorado não é propriamente uma mudança de vida, mas, de fato, o corpus anda me fazendo repensar posturas. E ele tem – eu não sabia antes – tudo a ver com o projeto anterior do mestrado e tudo a ver com as leituras indicadas ti, loulou. Tudo convergindo no momento certo. Fico otimista.

Se pirei? Não, querida, sempre fui assim, agora só to mostrando, tipo portfólio, sabes? Acho que vou fazer o maior sucesso no underground. Ando realmente muito otimista. Acho que tenho futuro, nem que seja escrevendo Júlia e Sabrina. Uso um pseudônimo, já tenho tudo armado, ninguém vai saber que sou eu. Eu imagino que um livrinho daqueles saia em uma noite. Vou produzir muito, ganhar uma graninha pra me sustentar e nas horas vagas vou escrever o que me interessa. Ai, que plano ótimo! Bem sagitariano, eu diria. Não, tudo bem, não vou ficar chateada, pode dizer. Hein? Ando precisando de tratamento? Sim, eu sei, mas se eu fizer agora, acho que metade da criatividade vai embora. Não quero perder isso, entende? Ando compulsiva mesmo.

Estou orgulhosa de mim, mas continuo preocupada com os direitos autorais. Ana C. podia, mas eu não né. Sou meio mortal demais.

A propósito e totalmente sem propósito, continuo desorganizada interna e externamente. Perdoa o fluxo, tá, margarida?

Beijo no cuore,

jana banana 
E hoje amanheceu diferente.

Parecia que não estava aqui.
Parecia que caminhava pelo outro país.

Na verdade não era o outro país.
E hoje a neblina estava apenas mais densa.

Quem acordou diferente fui eu.
Jana:

Hoje se faz urgente ser intensa. E agora chove na úmida e histórica Satolep...

Depois de vários dias de silêncio voltei aos manuscritos virtuais. Várias pessoas, várias atividades e vários assuntos e em muitos momentos pensando: “vou escrever sobre isso! Vou escrever sobre aquilo!”. Mas como é complicado manter o foco frente a tanta multiplicidade... e como ser a mesma o tempo todo? Isso não me parece existir; ainda mais para nós mulheres (num dia amamos e no outro odiamos), tão múltiplas e tão atarefadas (ou afetadas pelo cotidiano?): filha, irmã, mãe, tia, mulher, trabalha em casa, trabalha na rua, faz o jantar, pinta a unha, retoca a raiz do cabelo (que este mês cresceu mais do que o normal), refaz a progressiva (quando pode), lê o livro, faz francês, aquece a água para o mate, toma um banho, arruma a mesa, desliga o PC, apaga a luz, boa noite, deita e dorme. Haja paciência e humor! ...

(Quiçá as palavras abaixo respondam as tuas várias interrogativas das cartas anteriores... vamos lá!)

Flor, me chamaste de Caia (aiê, eu tenho labirintite!!)! Nem perto chego dele, apenas me inspiro nesse ser fantástico que foi. E, imprevistamente, tanto nos inspira: primeiro pelas cartas que ele escreveu e segundo pelo seu lugar imaginário. Já falei do conto “Introdução ao Passo da Guanxuma” (in-tro-du-ção!!)? Impossível não sentir-se dentro de um carro (ônibus, caminhão, moto, bicicleta... desde que cheguemos lá com a nossa imaginação!) percorrendo as patas daquela aranha: “(...)uma pequena aranha inofensiva, embora louca, com suas quatro patas completamente diferentes umas das outras.” Palavras que mais parecem definir a todos nós do que ao lugar fictício, afinal: de perto ninguém é tão normal assim, Jana. E tudo isso começou com uma conversa com a A. -- chegada “das Europas” (lembras que te contei?)completamente fascinada pelos livros de Caio F. (e como são as coisas: ele estava aqui o tempo todo!!): dividiu o “Passo” comigo, que dividi as “Ovelhas” contigo (que já havias estudado a amiga dele!!) que seduzidas pelo Augusto (ave, Cézar!)fomos ‘insanamente’ ao teatro.
E quem algum dia teria arquitetado tão bem uma rede dessas? E, agora, aqui estamos com as nossas correspondências (in)completas. Se a vida é tão rara, tão rápida e nós sempre tão insatisfeitas, que motivos teríamos para que as nossas correspondências fossem completas? Que graça haveria nessa loucura toda?


P.S.: Depois de ter escrito fiquei pensando: onde estão meus adjetivos? Aqueles que estão sempre bem guardados para a tua GRANDE pessoa?! Que o teu afeto me afetou é fato evidente (e, por favor, que isso não seja distorcido por alguma mente podre)... mas a insatisfação sempre fica incomodando (parece que falta alguma coisa!!). E na verdade não falta. Estamos vivendo, convivendo e correspondendo correspondências: isso me parece tão forte quanto o que aqui está sendo dito!

Com carinho,
Lu.