quarta-feira, 19 de maio de 2010

loulou,
ando preocupada... não tenho visto borboletas amarelas - meus eternos sinais de boas novas... a G. me alertou para o fato de borboletas estarem escassas no mercado, já que começa (começamos?) a "invernar". Mas, no ano passado, em maio, me lembro de ter visto borboletas bem amarelinhas, pressupondo o inverno bom que eu teria, apesar de todo o frio. Talvez seja só o inverno chegando, talvez sejam realmente os últimos acontecimentos que eu classificaria, sem medo de parecer pessimista, de más novas.
Tenho tornado tudo isso ficção. Aliás, já é uma fixação. Parece que as dores doem menos assim. Mas também me sinto cruel e egoísta (narcisista?). Quanto mais penso já ter sido iniciada no mundo dos adultos, mais rituais de iniciação se apresentam a mim, sem eu ter escolha... ando enfrentando "coisas"... dói, mas prefiro pensar nisso tudo como um crescimento pessoal, um amadurecimento, sei lá.
Ando lendo coisas novas: Campos de Carvalho. Como passei tanto tempo vivendo ser ler esse cara? Ele escreveu obras que eu - pretensiosa como sempre - queria ter escrito! A Chuva Imóvel é imperdível. E O púcaro búlgaro? Nossa, Lú, tens que ler! Surrealismo puro! Escondo-me dentro dos livros sem impasses. É melhor assim.
Mas que coisa boa é ter amigos. Houve um tempo em que as pessoas sumiam quando a coisa ficava preta para o meu lado. Agora não, muito pelo contrário, elas ligam mais, querem saber como eu estou... isso me deixa esperançosa! As borboletas vão voltar, certamente.
A semana que vem será árdua... é estranho ter que esperar uma banca decidir minha vida sem nem eu mesma saber o que quero para ela... ironias, ironias...
Mas no meio de tantas coisas estranhas, de tantas iniciações ao mundo adulto, eu tive um final de semana muito bom! Família, família, afetos, afetos, irmãos, sobrinho, pai e mãe, vinho chileno, essas coisas, o que me deixou forte para enfrentar a semana, os hospitais da semana, os estudos frenéticos da semana, as decisões importantes da semana, a semana, a semana...
Conheci uma pessoa muito interessante! Acho que pode me ensinar alguma coisa para minha vidinha - digamos que a vida pressuponha aprendizagens. O nome dela é Esmeralda. Olha como foi: Janaina enlouquecida na rodoviária, almoça no primeiro buraco que vê e ouve atrás de si comentários otimistas sobre a vida, louvores a livros e a línguas estrangeiras, vira-se, obviamente, e sorri para a pessoa que fala, pensando: bem que poderia viajar no mesmo ônibus, ao meu lado, para que eu possa esquecer as tensões e os traumas. Dito e feito: enorme coincidência! Conversamos um bom tempo. despedimo-nos e fiquei com remorsos de não ter trocado telefones... no outro dia, caminho inverso, quem estava novamente no ônibus? Esmeralda! Eis que trocamos telefones! Acho que ela já trilhou alguns caminhos que estou por trilhar. Coincidência gigantesca! E as pessoas seguem aparecendo não por acaso na minha vidinha! Que coisa mais esotérica (mística?)!
De repente, não quero que o futuro chegue: quero ficar por aqui, no presente. Quem sabe? Sempre fui Alice, Polyana, Polaróide... posso continuar, não é? Não custa nada. Pronto! Passe de mágica: facinho, facinho, as instruções estão todas no manual (eu e os manuais!), a partir deste momento, 02h48 minutos, estou parada, estanque, estancada no tempo: eu e meus afetos, quero que durem um eterno tempo presente (talvez isso soe católico, mas não quero redenções, só curtir tudo que há agora, me embeber do mundo!
Flor, desculpa as minhas desordens, tá?
Cafuné,
jana

2 comentários:

luciene santos disse...

Jana...!

Alguém está desatando nós: conheceste uma pedra preciosa e eu Freud!E os dois seres parecem ter vindo do futuro! Rsrsrs, providência divina?!

Final de semana intenso para as duas. Geograficamente distantes e na bagabem mais histórias confortantes.

Em breve respondo aos desatinos, as desabafos.

Beijão e borboletas amarelas!

Tear de Sentidos disse...

Hehe, Lindonésia (mega, super, hiper)! Muito bem tb este menino post!
Bjoca!!!!
Tê!