terça-feira, 4 de maio de 2010

loulou,

faz-se realmente urgente, senão a gente explode, não é?

A propósito, achei uma coisa muito interessante na tua "epígrafe" à última carta: o outro país está, ao menos linguisticamente, definido... e, no entanto, quem sabe qual é esse país? Achei ótimo.

Sem propósito, essa rede me encanta. Tá tudo tão embaralhado na minha cabeça, margarida. Sabes? Borboletas amarelas, cartas de Caio F., cartas nossas, projetos de doutorado, concursos, aulas, materiais didáticos e essa coisa da escrita que não me deixa mais, nunca, em sequer um momento ínfimo, em paz. E essa rede, que é nossa e da nossa imaginação, que é das pessoas em torno e das pessoas que lemos, que admiramos, está me determinando. Não sei, é coincidência demais para eu não me tornar mística, entendes?

A verdade é que a escrita tem grande parte nisso tudo.
Ando lendo coisas desestabilizantes. É por que parece muito comigo. E a gente se assusta, não é assim? Pois é, até as minhas borboletas amarelas andam aparecendo na boca de tantas pessoas. E elas falaram nisso antes de mim e eu nem sabia. Será que é senso comum falar de borboletas amarelas? Ando com muito medo de plágio. Descobri uns versos da Ana C. embretados nos meus. Ai, o tal de interdiscurso. A AD me pirou um pouquinho, sabias? A diferença entre plágio e interdiscurso é só a minha intenção – que, diga-se de passagem, não existe segundo a teoria – e isso jamais alguém vai conseguir descobrir.

O meu blog particular fez três anos e anda particularmente compulsivo (sim, ele tem vida própria). E anda achando que citando as fontes se isenta do plágio. Não sei não, tenho que dar uma olhada na legislação. Um projeto de doutorado não é propriamente uma mudança de vida, mas, de fato, o corpus anda me fazendo repensar posturas. E ele tem – eu não sabia antes – tudo a ver com o projeto anterior do mestrado e tudo a ver com as leituras indicadas ti, loulou. Tudo convergindo no momento certo. Fico otimista.

Se pirei? Não, querida, sempre fui assim, agora só to mostrando, tipo portfólio, sabes? Acho que vou fazer o maior sucesso no underground. Ando realmente muito otimista. Acho que tenho futuro, nem que seja escrevendo Júlia e Sabrina. Uso um pseudônimo, já tenho tudo armado, ninguém vai saber que sou eu. Eu imagino que um livrinho daqueles saia em uma noite. Vou produzir muito, ganhar uma graninha pra me sustentar e nas horas vagas vou escrever o que me interessa. Ai, que plano ótimo! Bem sagitariano, eu diria. Não, tudo bem, não vou ficar chateada, pode dizer. Hein? Ando precisando de tratamento? Sim, eu sei, mas se eu fizer agora, acho que metade da criatividade vai embora. Não quero perder isso, entende? Ando compulsiva mesmo.

Estou orgulhosa de mim, mas continuo preocupada com os direitos autorais. Ana C. podia, mas eu não né. Sou meio mortal demais.

A propósito e totalmente sem propósito, continuo desorganizada interna e externamente. Perdoa o fluxo, tá, margarida?

Beijo no cuore,

jana banana 

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